PRÊMIO PORTUGAL TELECOM DE LITERATURA 2007
VENCEDORES 2007
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JERUSALÉM, de GONÇALO TAVARES
O escritor português Gonçalo Tavares nasceu em 1970, em Luanda, e vive em Lisboa. Tratando das relações de dominação, desejo, repulsa e agressividade, num estilo seco e desconcertante, Jerusalém aponta para as dimensões pessoais e coletivas do terror e expõe a capacidade humana de vigiar e oprimir. |
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MACHO NÃO GANHA FLOR, de DALTON TREVISAN
Dalton Trevisan estreou na literatura em 1945 e desde então se dedica exclusivamente ao conto. Macho não ganha flor traz 22 contos enxutos, viscerais e sem concessões, em torno dos temas violentos do autor: crimes, loucuras, paixões e desamores humanos. |
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HISTÓRIA NATURAL DA DITADURA, de TEIXEIRA COELHO
A desmemória do País foi a motivação que levou o paulista Teixeira Coelho a escrever História natural da ditadura, que faz uma alegoria dos totalitarismos e incita uma reflexão constante. Curador do Museu de Arte de São Paulo - Masp, Teixeira Coelho tem em 24 livros publicados, entre ensaios e ficção. |
ESTRUTURA
Em 2007, o Prêmio Portugal Telecom ampliou sua abrangência para toda a língua portuguesa e passou a chamar-se Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, contemplando livros escritos originalmente em língua portuguesa, de qualquer nacionalidade, editados no Brasil.
O prêmio contou com uma curadoria formada por uma especialista em literatura portuguesa, Vilma Arêas, uma especialista em literatura africana, Rita Chaves, um especialista em literatura brasileira, Wander Melo Miranda, com a coordenação da consultora literária da Portugal Telecom, Selma Caetano. Essa curadoria participou de todas as etapas do prêmio.
Autores e editores inscreveram seus livros para concorrer ao prêmio. O resultado superou as expectativas: em um mês foram inscritas 533 obras, sendo que 382 preencheram os pré-requisitos do prêmio.
O prêmio foi desenvolvido em três etapas ao longo do ano.
O Júri Inicial foi formado por críticos literários, professores de literatura e jornalistas especializados escolhidos pela Curadoria e, pela primeira vez, teve poder de voto. Em junho, em votação on line, o Júri Inicial definiu as 51 obras da segunda etapa. Cada jurado votou em cinco livros da lista de inscritos e os mais votados se qualificaram para prosseguir na disputa pela premiação.
O Júri Inicial elegeu também os componentes do Júri da segunda etapa. Cada jurado indicou cinco profissionais entre seus membros e os 11 mais votados formaram, junto com a Curadoria, o Júri Intermediário.
O Júri Intermediário, em votação secreta no dia 27 de agosto, elegeu os 10 finalistas e os componentes do Júri da terceira etapa. Cada jurado indicou seis profissionais entre seus membros e os seis mais votados formaram, junto com a Curadoria, o Júri Final.
O Júri Final, em votação secreta no dia 16 de outubro de 2007, elegeu os 3 vencedores.
JÚRI FINAL QUE ESCOLHEU OS 3 VENCEDORES
- Cristovão Tezza
- Flora Süssekind
- José Castello
- Marcos Frederico Kruger
- Paulo Henriques Britto
- Rita Chaves
- Selma Caetano
- Tania Celestino de Macêdo
- Vilma Arêas
- Wander Melo Miranda
OS DEZ FINALISTAS
- Bom dia camaradas, Ondjaki (Agir)
- Cantigas do falso Alfonso el Sábio, Affonso Ávila (Ateliê Editorial)
- História natural da ditadura, Teixeira Coelho (Iluminuras)
- Jerusalém, Gonçalo M. Tavares (Companhia das Letras)
- Macho não ganha flor, Dalton Trevisan (Record)
- O outro pé da sereia, Mia Couto (Companhia das Letras)
- O paraíso é bem bacana, André Sant´Anna (Companhia das Letras)
- O roubo do silêncio, Marcos Siscar (7letras Editora)
- O segundo tempo, Michel Laub (Companhia das Letras)
- Por que sou gorda, mamãe? , Cintia Moscovich (Record)
JÚRI INTERMEDIÁRIO QUE ESCOLHEU OS DEZ FINALISTAS
- Cristóvão Tezza
- José Castello
- Marcos Frederico Kruger
- Maria Flora Sussekind
- Paulo Henriques Britto
- Rita Chaves
- Selma Caetano
- Tania Celestino de Macêdo
- Vilma Arêas
- Wander Melo Miranda

