|
JERUSALÉM, de GONÇALO TAVARESTratando das relações de dominação, desejo, repulsa e agressividade, num estilo seco e desconcertante, Jerusalém aponta para as dimensões pessoais e coletivas do terror e expõe a capacidade humana de vigiar e oprimir. O escritor português Gonçalo Tavares, vencedor da quinta edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, nasceu em 1970, em Luanda, e vive em Lisboa. Em 2001, lançou sua primeira obra e, desde então, publicou romances, poesia, teatro e pequenas ficções, traduzidos para 12 idiomas. |
|
MACHO NÃO GANHA FLOR, de DALTON TREVISAN22 contos enxutos, viscerais e sem concessões, em torno dos temas violentos do autor: crimes, loucuras, paixões e desamores humanos. O segundo lugar ficou com o curitibano Dalton Trevisan, que estreou na literatura em 1945 e desde então se dedica exclusivamente ao conto. Hoje tem mais de 40 livros publicados. |
|
HISTÓRIA NATURAL DA DITADURA, de TEIXEIRA COELHOA desmemória do País foi a motivação que levou Teixeira Coelho a escrever o livro, que se serve da ditadura para fazer uma alegoria dos totalitarismos e incitar a uma reflexão constante. O paulista Teixeira Coelho, professor da USP, ficou com o terceiro lugar. Viveu na França na década de 70, fundou a editora Documentos no final dos anos 60. Tem 24 livros publicados, entre ensaios e ficção. |
Em 2007, em sua quinta edição, o Prêmio teve diversas modificações e ampliou sua abrangência para toda a língua portuguesa. Passou a chamar-se Prêmio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa e a contemplar todos os livros escritos originalmente em língua portuguesa, de qualquer nacionalidade, desde que editados no Brasil.
O prêmio contou com uma curadoria, que participou de todas as etapas, formada por uma especialista em literatura portuguesa, Vilma Arêas, uma especialista em literatura africana, Rita Chaves, um especialista em literatura brasileira, Wander Melo Miranda, e a consultora literária da Portugal Telecom, Selma Caetano.
Autores e editores inscreveram seus livros para concorrer ao prêmio. O resultado superou as expectativas: em um mês foram inscritas 533 obras, sendo que 382 preencheram os pré-requisitos do prêmio.
O prêmio foi desenvolvido em três etapas ao longo do ano.
O Júri Inicial passou a ser formado unicamente por críticos literários, professores de literatura e jornalistas especializados escolhidos pela Curadoria e, pela primeira vez, teve poder de voto. Em junho, em votação on line, o Júri Inicial definiu as 51 obras da segunda etapa. Cada jurado votou em cinco livros da lista de inscritos e os mais votados se qualificaram para prosseguir na disputa pela premiação.
O Júri Inicial elegeu também os componenetes do Júri da segunda etapa. Cada jurado indicou cinco profissionais entre seus membros e os 11 mais votados formaram, junto com a Curadoria, o Júri Intermediário que elegeu os 10 finalistas, em votação secreta no dia 27 de agosto.
O Júri Intermediário elegeu também os componenetes do Júri da terceira etapa. Cada jurado indicou seis profissionais entre seus membros e os seis mais votados formaram, junto com a Curadoria, o Júri Final elegeu os 3 vencedores, em votação secreta no dia 16 de outubro de 2007.