Milton Hatoum foi o vencedor da quarta edição do Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira. O escritor recebeu R$ 100 mil e um troféu criado pelo artista Paulo Von Poser por seu terceiro romance, Cinzas do norte, que narra a história de uma geração errante, em busca de um porto seguro.
O segundo colocado foi o artista plástico e poeta Alberto Martins, com o livro História dos ossos, e o terceiro foi o escritor Ricardo Lísias, com o romance Duas praças. Martins e Lísias receberam R$ 35 e R$ 15 mil e um troféu criado pelo artista plástico Paulo Von Poser.
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CINZAS DO NORTE, de MILTON HATOUMCOMPANHIA DAS LETRASCinzas do norte mistura o relato pessoal de uma amizade à recente história do Brasil. Na Manaus dos anos 1950 e 1960, dois meninos travam uma amizade que atravessará toda a vida. De um lado, Olavo, o narrador, órfão criado por dois tios mal-e-mal remediados, que cresce à sombra da família Mattoso; de outro, Raimundo Mattoso, filho de Alicia e do aristocrático Trajano. |
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HISTÓRIA DOS OSSOS, deALBERTO MARTINSEDITORA 34Duas novelas independentes, que podem ser lidas como uma só. No conjunto, elas formam uma inquietante crônica familiar, ao mesmo tempo pessoal e coletiva, escrita numa prosa de altíssima tensão. História dos ossos traz a cidade e o porto de Santos como inspiração. |
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DUAS PRAÇAS, de RICARDO LÍSIASEDITORA GLOBODuas praças narra duas histórias entrelaçadas, a de Maria e a de Marita, trajetórias paralelas que fazem parte de um mesmo mapa. Construídas ao longo de 90 capítulos curtos, com um texto discursivo, as narrativas falam de duas mulheres com dois caminhos aparentemente opostos. |
O Prêmio Portugal Telecom de Literatura Brasileira 2006 chegou à sua quarta edição como um dos mais prestigiados prêmios literários do Brasil. O Prêmio foi desenvolvido em três etapas acompanhadas por uma Comissão Artística formada pelos críticos literários Flora Süssekind, Leyla Perrone-Moisés, Cíntia Moscovich, Raimundo Carrero e Marcos Frederico Krüger.
Na primeira etapa, aproximadamente 300 críticos literários e professores universitários de todas as regiões do Brasil votaram em dez nomes para, juntamente com a Comissão Artística, compor o Júri Nacional.
Na segunda etapa, o Júri Nacional escolheu as 10 obras finalistas e cinco jurados - Antonio Carlos Secchin, Cristóvão Tezza, Luiz Costa Lima, Luzilá Gonçalves e Marcus Accioly - que, juntamente com a Comissão Artística, formaram o Júri Final.
Na terceira e última etapa, o Júri Final elegeu os três grandes vencedores.